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08/01/2012  |  A obra de Deus

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Cinzas, qual o significado?

O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: “Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza” (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar-se cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.

O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que se recusavam a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: “Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro “De Poenitentia” , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria “viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas”. O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: “Recorda-te que és pó e em pó te converterás”. Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: “Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?” O moribundo então respondia: “Sim, estou de acordo”. Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja.

Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz: “Recorda-te que és pó e em pó te converterás” ou então “Arrepende-te e crede no Evangelho”.

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação. Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.

Fonte: Missal Dominical / Paulus

Fique com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo Feitosa e Marta Lúcia  

Crendo e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
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EJC - Encontro de Jovens com Cristo

Encontro de Jovens com Cristo – EJC

 

O  Encontro de Jovens com Cristo (EJC) tem por objetivos:

Definição:

·         O Encontro de Jovens com Cristo – EJC é um serviço da Igreja, em favor dos jovens existentes em uma paróquia, e devidamente integrado na Pastoral de Conjunto da (Arqui) Diocese.

 

Finalidade:

·         Despertar os jovens para que vivam seu crescimento de uma maneira cristã, a partir dos valores humanos e cristãos;

·         Levar os jovens da paróquia a atuar nos seus diversos setores, abrindo-lhes um leque de doação, através do Pós-Encontro, dar-lhes motivação para se engajarem; daí em diante é missão das pastorais paroquiais e não mais do EJC que é apenas um serviço (Pe. Alfonso Pastore);

·         Colocar os jovens que já receberam muito da Igreja, a serviço da grande maioria de jovens das paróquias que não receberam quase nenhuma formação cristã e apostólica (Pe. Alfonso Pastore);

·         Procurar os jovens, amá-los e posicioná-los; dar-lhes uma visão de sua razão de ser, abrir-lhes um caminho de comunhão fraterna na comunidade paroquial e possibilitar-lhes a co-responsabilidade no serviço pastoral de trabalho (Pe. Alfonso Pastore);

·         O grande apelo, a grande missão do EJC é criar a convivência fraterna nas paróquias (Pe. Alfonso Pastore);

·         O jovem participa do Encontro (EJC), não apenas para trabalhar nem outros Encontros (EJC), mas para viver uma vida cristã, assumir tarefas na comunidade, integrar-se totalmente na pastoral paroquial, e principalmente na pastoral juvenil da paróquia, e ser instrumento de Deus na sociedade.

 

EJC – Paróquia de São Gerardo

 

·         1° Encontro “Jesus, igreja e família”. 19,20 e 21 de setembro de 2008, paróquia madrinha: São João Batista - Tatuapé.

 

·         2° Encontro “Jovem evangelizando jovem”. 20,21 e 22 de agosto de 2010, paróquia madrinha: Jesus, Maria e Jose - Antonio Bezerra

 

Horário da missa dos jovens:

·         Domingo às 17:00 horas na Paróquia de São Gerardo.

 

 

COORDENAÇÃO PÓS-ENCONTRO

 

Jaqueline Nascimento – Fone: 8720.0596

02/06/2011   Aviso da coordenação
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Paróquia de São Gerardo Majella - Arquidiocese de Fortaleza
Av. Bezerra Menezes, 1256 - São Gerardo - Fortaleza - Ceará  |  CEP 60325-001
Telefone: (85) 3223-3971 | E-mail: faleconosco@paroquiasaogerardo.org.br